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segunda-feira, 7 de julho de 2008

REGGAÇO

REGGAÇO

“A banda surgiu da vontade de voltar a tocar bom reggae...”


O inverno de 2001 foi triste para o reggae do interior paulista, pois coincidiu com o fim de duas bandas que ajudavam a difundir o estilo na região. Mas o ocaso dessas bandas não deixou como herança apenas a história e a bandeira de incentivo ao ritmo jamaicano, deixou também marcas profundas de amor à música em seus integrantes.

A primavera não tardaria a chegar e, incentivados pelo sopro de ânimo que a acompanha, alguns dos remanescentes se reorganizaram para continuar a fazer o que mais gostavam: tocar reggae. Montaram um repertório, arranjaram lugar pra ensaiar, e logo estavam tocando em bares, clubes, festas e festivais pelo interior de São Paulo e Minas Gerais.

Daí para as composições próprias foi um pulo e, na primavera de 2003 eles estavam entrando no estúdio Sincopa em Campinas/SP para gravar o primeiro álbum que, devido à falta de dinheiro, oriundo apenas das apresentações da banda, foi ficar pronto só no outono de 2005, e seria lançado só no inverno daquele ano.

A procura de mais espaço para mostrar sua música, a banda produziu, em parceria com os amigos da Escena Brasil, dois videoclipes. As músicas escolhidas foram Olhos Cegos e O Dom, que estão entre as 12 composições próprias do CD, que conta ainda com mais dois bônus: uma versão dub de Homem Clichê e uma versão ska de Kinky Reggae, um clássico dos Wailers.

2007 foi o ano de produção e gravação do segundo disco. As músicas já são tocadas nos shows. E o álbum deve sair em julho de 2008, mais uma vez independente. A versão nesse disco é de Último Romance, canção dos Los Hermanos, composta por Rodrigo Amarante.

João Rodrigo (vocal e guitarra base), Bruno Padoveze (baixo e vocal), Goedi Leonardi (bateria), Pedro Trindade (órgão e sopro) e Roque Fletcher (guitarra solo) têm como principais influências o reggae jamaicano dos anos 60/70, o ska britânico "two-tone" dos anos 70/80, além de um pouco de rock e música brasileira.

Aqueles que quiserem conhecer o trabalho do Reggaço podem comprar o CD e/ou baixar algumas músicas e os vídeos pelo site, que também tem fotos, agenda e outras informações sobre a banda. Mas o bom mesmo é vê-los (e ouvi-los) ao vivo, inclusive para ir conhecendo as novas músicas e versões que compõe um show inesquecível e que farão parte do tão esperado próximo álbum.

Foi acreditando e lutando por seus sonhos, respeitando ao próximo apesar das diferenças, e se unindo em torno de um objetivo comum que a banda chegou até aqui, e é dessa mesma maneira que ela há de continuar...

Reggae para todos. E paz.

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